Adidas - Impossible Is Nothing
Atletas no pódio. Quebras de recordes. Limites superados. Vitórias. Dificilmente em alguma dessas situações esportivas as singelas “três listras” não estiveram presentes. Nenhuma marca simboliza mais a eficiência e competitividade alemã nos esportes que a ADIDAS.
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História
As origens da marca datam do século 20, Adolph Dassler iniciou um pequeno negócio, na cidade alemã de Herzogenaurach, no coração da Francônia, ao norte de Nüremberg, produzindo malas militares e calçados para sustentar a família. A velha lavanderia de sua mãe foi logo convertida em uma modesta oficina de 20 metros quadrados. Mas o jovem fanático por esportes precisaria ser muito criativo para trabalhar nos difíceis anos do pós-guerra, sem dispor de máquinas, eletricidade ou materiais adequados. Inicialmente, o negócio era parecido com o de qualquer outro sapateiro, mas ele nunca desistiu de seu sonho e da paixão por desenvolver calçados especificamente para o esporte. Após um período difícil de inflação e desemprego, seu irmão, Rudolf, juntou-se ao negócio em 1924. Sendo um vendedor treinado, Rudolf era responsável principalmente por tarefas administrativas, enquanto que Adolf concentrava-se no desenvolvimento e na produção. Os irmãos fundaram a “Dassler sport shoes” (Fábrica de Calçados Esportivos dos Irmãos Dassler) em 1924, inicialmente empregando 12 trabalhadores. Trabalhando dia e noite em sua oficina ampliada, os irmãos e seus funcionários conseguiam produzir 50 calçados por dia. Em 1925, Dassler obteve suas primeiras patentes: uma para um calçado de corridas com travas forjadas a mão, e outra para uma chuteira de futebol com botões de couro rebitados. Tudo motivado pela idéia que o guiou durante toda sua vida: a de que cada atleta tivesse o sapato adequado para o esporte que praticava. O sucesso do modelo serviu de incentivo para Adi Dassler, que logo desenvolveu sapatos para outras disciplinas do atletismo e chuteiras para futebolistas. Utilizava sua própria experiência e a ajuda de atletas e técnicos para desenvolver e projetar seus sapatos. Já em 1928 os esportistas alemães disputaram a Olimpíada de Amsterdã calçando sapatos especiais da oficina dos Dassler.

Na década de 30, a oficina produzia 30 modelos para 11 disciplinas esportivas, incluindo patins, com a ajuda de 100 funcionários. Nos Jogos de Los Angeles, em 1932, o alemão Arthur Jonath tornou-se o primeiro atleta a ganhar uma medalha usando calçados Dassler, tendo conquistado o bronze nos 100 m rasos – o endosso que faltava para os irmãos empreendedores. Nas Olimpíadas de 1936, em Berlim, atletas usando calçados Dassler conquistaram nada menos que 40 medalhas de ouro, incluindo quatro do lendário atleta americano negro Jesse Owens. O ódio de Adolf Hitler foi tanto que, assim que a Segunda Guerra Mundial começou, o ditador mandou confiscar a fábrica dos irmãos. Com o país em escombros após o conflito, os irmãos retomam o controle de seus negócios. Porém, encontraram enormes dificuldades para manter o negócio. A matéria-prima era escassa e eles tiveram que recolher dos escombros da guerra a lona e a borracha usadas de vasilhames pelos americanos para armazenar combustível para fabricação de seus calçados. Foi neste momento que os irmãos resolvem seguir caminhos distintos. Rudi fundou a Puma. Adi criou a Adidas. A marca foi registrada somente em 18 de agosto de 1949. O nome deriva de “Adi”, apelido de um de seus fundadores, Adolph, e “Das” iniciais de seu sobrenome Dassler. A busca por uma imagem que chamasse a atenção, para tornar seus calçados mais reconhecíveis à distância, culminou com o famoso design das três listras, que foram acrescentadas como marca registrada no ano seguinte, surgindo assim um dos logotipos mais conhecidos do mundo. A conquista do Campeonato Mundial de Futebol de 1954 pela Alemanha selou definitivamente o sucesso da Adidas: na legendária partida final contra a Hungria, conhecida como “a batalha de Berna”, os jogadores da Seleção Alemã calçavam chuteiras com travas removíveis desenvolvidas por Adi Dassler. As três listras se popularizaram em 1962, quando foram aplicadas em calças e agasalhos fabricados pela empresa. Fundindo-se com o grupo Salomon, em 1997, após uma fase de fracassos financeiros, a Adidas-Salomon passou a congregar a maior variedade do mundo de artigos esportivos, que são vendidos sob diferentes marcas, num total de 600 modelos de sapatos e 1.500 peças de confecção. Em 2005 a ADIDAS deu um grande passo para tentar recuperar o mercado mundial de equipamentos esportivos ao comprar Reebok por US$ 3,5 bilhões.
O marketing

A estratégia de marketing da Adidas é muito dependente do patrocínio de grandes eventos esportivos como as Olimpíadas, Copa do Mundo de Futebol (onde a empresa pagou cerca de US$ 50 milhões para ser patrocinadora oficial), federações esportivas e atletas individuais. A empresa alemã gasta em média US$ 900 milhões em marketing, a maior parte disso em patrocínio, mas também em publicidade e outros tipos de comunicação. Nomes como Muhammad Ali, Franz Beckenbauer e Zinedine Zidane tornaram-se lendas das três listras, contribuindo para que a marca se tornasse o que é hoje. Porém um episódio marcou a história da Adidas. Nas Olimpíadas de 1972, o nadador Mark Spitz estava a caminho de ganhar sete medalhas de ouro quando recebeu a visita de Horst Dassler, filho do fundador da Adidas, na Vila Olímpica de Munique. Dassler pediu para o norte-americano usar a marca nas cerimônias de entrega de medalhas. O problema é que provavelmente os calçados ficariam cobertos pelas calças que os nadadores usavam. Dassler disse para Spitz carregar os sapatos na mão. O atleta ficou contagiado pelo entusiasmo de Dassler e segurou um par de ADIDAS Gazelle, quando acenou para a multidão. Spitz teve que se explicar depois ao Comitê Olímpico Internacional (COI), mas a marca ganhou enorme visibilidade com esse episódio. Na década de 90 a marca utilizou o famoso slogan “Forever Sport” para posicionar seus produtos perante o consumidor. Em 2003 foi lançada a campanha global com o slogan “Impossible is Nothing”. A empresa distribui os uniformes das principais seleções do mundo, como a Alemanha, Argentina, França e Espanha, além de distribuir boa parte dos vestuários dos árbitros, chuteiras e bolas. Ainda no futebol, a empresa patrocina a FIFA e fornece material para grandes clubes do mundo como o Benfica, Milan, Real Madrid, Bayern de Munique, Chelsea e Liverpool.
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